House View

House View 4.º Trim. 2026: Um novo dinamismo

A nossa visão dos mercados mundiais

  • As perspetivas globais melhoraram. Apesar dos obstáculos que ainda persistem e de uma inflação acima da meta, o crescimento tem sido resiliente. Os EUA parecem estar prontos para recuperar o ritmo a partir de uma base sólida, o crescimento europeu está a superar as expectativas e a China poderá registar uma recuperação no 4.º trimestre.
  • O contexto de crescimento mais forte permite que os bancos centrais continuem focados na inflação enquanto os mercados e as economias se adaptam às taxas mais elevadas. Na sequência dos aumentos de setembro, prevemos que a Reserva Federal dos EUA (Fed), o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão aumentem as taxas em mais 25 pontos de base cada um até ao final do ano.
  • Os resultados sólidos, apoiados pelo investimento e pelas despesas relacionadas com a IA, deverão manter o dinamismo e beneficiar tanto as ações como as obrigações. As yields das obrigações estão a subir, mas, dada a magnitude da inflação alimentada pelos preços da energia, o ajustamento continua a decorrer de forma controlada. Os resultados continuam a sustentar os spreads de crédito e o ambiente de taxas mais elevadas poderá favorecer as empresas geradoras de liquidez e as ações de valor.
  • Num contexto de crescimento sólido e inflação acima da meta, os mercados esperam medidas concretas por parte do banco central. Após o início conturbado da presidência de Kevin Warsh, poderá ser necessário reforçar a independência da Fed. Qualquer hesitação pode reacender o debate. A crescente desdolarização, os sinais de repressão financeira liderada pelo Tesouro Americano e as eleições intercalares justificam alguma cautela em relação ao dólar. Uma nova escalada na situação no Médio Oriente, pressões sobre os preços da energia, um abrandamento nos mercados de trabalho e nas despesas de consumo, bem como rendimentos da IA inferiores ao esperado, são outros riscos a ter em conta.
  • De um modo geral, o contexto continua favorável para os ativos de risco. Após um período de desaceleração a meio do ano, a economia global parece estar preparada para um final de ano mais sólido, com a Europa especialmente bem posicionada na entrada no 4.º trimestre.

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Gráfico do trimestre

A confiança regressa com a recuperação do dinamismo
Após um período de abrandamento no início do ano, a confiança das empresas recuperou nas principais economias. Embora ainda haja riscos, o aumento da confiança aponta para uma recuperação mais ampla e duradoura do crescimento à medida que caminhamos para o final do ano.

Gráfico de linhas que mostra a evolução do Índice Mundial de Sentimento desde 2008 até julho de 2026. O indicador oscila em torno de zero, com fortes quedas durante a crise financeira de 2008 e em 2020, seguidas de uma recuperação sustentada até se aproximar dos 2 pontos em 2026.

Nota: o Índice de Sentimento Global quantifica o sentimento geral com base na ocorrência de palavras positivas e negativas nos relatórios por país da Economist Intelligence Unit.
Fonte: Allianz Global Investors Global Economics & Strategy, Ahir/Bloom/Furceri (dados de 31 de julho de 2026).

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Convicções relativamente a classes de ativos:

Convicções relativamente a classes de ativos: ações

  • O leque de oportunidades na área da IA continua a expandir-se para além das GPU: a implementação e as aplicações autónomas estão a remodelar a infraestrutura física da computação; o aumento da densidade dos racks e os limites do cobre estão a impulsionar a procura por interligações óticas, materiais avançados e sistemas de alimentação.
  • A eletrificação também continua impulsionada pela expansão dos centros de dados, pela melhoria das encomendas industriais e pelo investimento em infraestruturas.
  • Em toda a Ásia, os fornecedores de hardware poderão beneficiar das atualizações de arquitetura e da escassez de componentes; as extensas cadeias de abastecimento da China estão a suportar a difusão da IA em infraestruturas, modelos e aplicações.
  • A Índia continua a combinar uma economia ambiciosa e impulsionada pelo consumo com um posicionamento geopolítico favorável e um ecossistema de IA em rápido desenvolvimento. No Japão, a política económica que visa o crescimento e as reformas em matéria de governação empresarial da primeira-ministra Sanae Takaichi trazem um apoio adicional.
  • As ações de valor podem aumentar a diversificação da carteira. As valorizações relativas atrativas, as expectativas de resultados moderadas e uma maior sensibilidade ao aumento das taxas nominais e reais podem oferecer potencial de valorização. A exposição a diferentes setores e fatores dentro do segmento de valor também podem contrabalançar às posições em IA, de momentum e de crescimento de longa duração.

As declarações aqui contidas poderão incluir referências a previsões futuras e outras declarações prospetivas baseadas nas atuais perspetivas e pressupostos da gestão e envolvem riscos conhecidos e desconhecidos, assim como incertezas, que poderão originar resultados, desempenhos ou eventos efetivos que diferem significativamente dos expressos ou implícitos nessas declarações. Não assumimos qualquer obrigação de atualização de qualquer declaração prospetiva.

Convicções relativamente a classes de ativos: obrigações

  • A curva de rendimentos deve inclinar nos EUA, na Alemanha e na Austrália. Os títulos do Tesouro Americano de proteção contra a inflação (TIPS) deverão apresentar um desempenho superior, tendo em conta a pressão de subida contínua sobre os preços da energia.
  • No segmento de curto prazo da curva, os Bunds alemãs podem oferecer um melhor valor do que os títulos do Tesouro Americano. No segmento de longo prazo, as Gilts britânicas parecem atrativas comparativamente a outros mercados obrigacionistas importantes. Com as yields em máximos de vários anos, acreditamos que os investidores estão bem compensados pelos riscos orçamentais.
  • Nos mercados emergentes, damos preferência a obrigações emitidas por exportadores de petróleo em detrimento de importadores. Continuamos a considerar as obrigações brasileiras e húngaras em moeda local atrativas, apesar do forte desempenho registado desde o início do ano.
  • Perante uma perspetiva globalmente neutra para o dólar, preferimos pares de moedas menos dependentes da evolução do dólar. Damos preferência a moedas pró-cíclicas e de alto rendimento, financiando estas posições através de moedas selecionadas de baixo rendimento.
  • Continuamos a considerar o carry como o principal motor dos retornos do crédito. Temos uma visão positiva em relação ao setor financeiro e aos bens de consumo não cíclicos, cautelosa em relação às empresas do setor de bens de consumo cíclicos e cada vez mais positiva em relação a alguns hyperscalers da IA, onde o recente alargamento dos spreads melhorou as valorizações.

As declarações aqui contidas poderão incluir referências a previsões futuras e outras declarações prospetivas baseadas nas atuais perspetivas e pressupostos da gestão e envolvem riscos conhecidos e desconhecidos, assim como incertezas, que poderão originar resultados, desempenhos ou eventos efetivos que diferem significativamente dos expressos ou implícitos nessas declarações. Não assumimos qualquer obrigação de atualização de qualquer declaração prospetiva.

Convicções relativamente a classes de ativos: multiativos

  • Estamos sobreponderados em ações, com a maior convicção nos mercados emergentes, depois Japão, EUA e Europa. Isto reflete um crescimento robusto dos resultados, revisões positivas e a continuação do investimento na IA. A robótica, a biotecnologia e as empresas de mineração de ouro oferecem oportunidades atrativas.
  • Devido à persistência da inflação subjacente, às preocupações orçamentais, às questões relativas à independência dos bancos centrais e aos aumentos das taxas de juro já descontados, temos uma posição neutra a cautelosa em relação às obrigações soberanas dos mercados desenvolvidos . Preferimos as obrigações soberanas europeias, com cautela em relação à França devido ao risco eleitoral.
  • Vemos valor nas obrigações dos mercados emergentes, sobretudo as que têm yields reais elevadas e condições orçamentais favoráveis. Os mercados exportadores de energia são particularmente atrativos. Em matéria de crédito estamos neutros no geral; preferimos títulos de investment-grade e de maior qualidade.
  • A nossa perspetiva cambial é neutra, sem tendências direcionais marcantes a curto prazo; a médio e longo prazo prevemos que o dólar desvalorize face às moedas do G7.
  • Continuamos otimistas em relação ao ouro. Também damos preferência às matérias-primas em geral, que beneficiam de restrições de oferta, perturbações nas refinarias e mercados energéticos sob tensão.

As declarações aqui contidas poderão incluir referências a previsões futuras e outras declarações prospetivas baseadas nas atuais perspetivas e pressupostos da gestão e envolvem riscos conhecidos e desconhecidos, assim como incertezas, que poderão originar resultados, desempenhos ou eventos efetivos que diferem significativamente dos expressos ou implícitos nessas declarações. Não assumimos qualquer obrigação de atualização de qualquer declaração prospetiva.

As nossas análises mais recentes sobre macroeconomia e mercados e as ideias de elevada convicção dos nossos CIO de classes de ativos.

A nossa House View completa inclui uma análise abrangente e dados exclusivos sobre os mercados de investimento.
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Resumo das nossas perspetivas: House View, 4.º Trimestre de 2026
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Este documento reflete as perspetivas da liderança de investimento da Allianz Global Investors para o quarto trimestre de 2026. As rentabilidades passadas não preveem rentabilidades futuras. As declarações aqui contidas podem incluir expectativas futuras e outras declarações prospetivas baseadas nas atuais opiniões e pressupostos da gestão, envolvendo riscos e incertezas, conhecidos e desconhecidos, que poderão fazer com que os resultados, o desempenho ou os acontecimentos efetivos difiram materialmente dos expressos ou implícitos nessas declarações. Não assumimos qualquer obrigação de atualizar quaisquer declarações prospetivas.

O investimento no Fundo envolve riscos. Os investimentos no Fundo e o rendimento obtido poderão oscilar para cima e para baixo, dependendo dos valores ou previsões existentes no momento do investimento e, portanto, poderá não recuperar o seu investimento na íntegra. Os pontos de vista e opiniões expressas neste documento refletem o entendimento da sociedade gestora na data da publicação e estão sujeitos a alterações a qualquer momento e sem aviso prévio. Os dados facultados neste documento provêm de várias fontes e são considerados corretos e fiáveis na data da publicação. Prevalecerão os termos de qualquer oferta ou contrato subjacente que tenha sido ou venha a ser celebrado. Este material promocional foi elaborado pela Allianz Global Investors GmbH, www.allianzgi.com, uma sociedade de investimento de responsabilidade limitada, constituída na Alemanha, com sede em Bockenheimer Landstrasse 42-44, 60323 Frankfurt/M, com número de registo no tribunal local de Frankfurt/M, HRB 9340, autorizada pelo Bundesanstalt für Finanzdienstleistungsaufsicht (www.bafin.de). O resumo dos direitos dos investidores está disponível em inglês, francês, alemão, italiano e espanhol em https://regulatory.allianzgi.com/en/investors-rights. Não é permitida a duplicação, publicação ou transmissão do conteúdo deste documento, independentemente da forma de transmissão considerada.

Allianz Global Investors Q4 2026

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Arquivos da House View

A economia global está a abrandar perante choques sucessivos, mas sem roturas. O nosso cenário de base continua a ser de resiliência. Há uma grande variedade de resultados possíveis, por isso, é fundamental fazer escolhas seletivas.

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Os mercados globais entram no segundo trimestre num contexto mais complexo do que o esperado no início do ano. O crescimento abranda, mas mantém-se resiliente; a inflação persistente poderá atrasar cortes nas taxas de juro e manter a política monetária mais restritiva. Damos prioridade a um posicionamento seletivo em termos de duração, ao carry de qualidade e às ações ligadas à IA, mantendo-nos cautelosos em relação ao dólar.

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A economia global entra em 2026 enfraquecida, mas sem quebrar. Esperamos que o crescimento se mantenha estável, criando um ambiente favorável à assunção de riscos. Espere um ano resiliente, mas complexo, em que a gestão ativa será fundamental.

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